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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Ministério do Ambiente efectuou quatro derrocadas controladas em arribas do Algarve

No âmbito do Observatório da Realidade, deixo aqui uma notícia que aborda as ideias da prevenção subjacentes à ideia de protecção do Ambiente bem como a questão da intervenção legislativa como concretização da incumbência do Estado da protecção de bens ambientais e de prossecução da protecção do Ambiente que é um objectivo constitucional e que decorre de alguns preceitos dispersos na CRP, desde o art. 66º até ao art. 9º/d).

Quatro arribas da praia de S. Rafael, concelho algarvio de Albufeira, foram hoje alvo de derrocadas controladas para prevenir o risco de queda em época balnear e para criar condições de segurança atractivas para o turismo.

Desde a derrocada de uma arriba da praia Maria Luísa, em Agosto de 2009, que matou cinco pessoas, que 19 praias algarvias foram alvo de 200 intervenções, uma manutenção da erosão costeira que custou ao Estado cerca de 50 mil euros, disse hoje a ministra do Ambiente, Dulce Pássaro. A ministra assistiu às derrocadas controladas na praia de S. Rafael.

A governante afirmou que está a ponderar levar na próxima semana a Conselho de Ministros uma proposta de legislação para quem não cumpra os avisos de perigo de desmoronamento que vão ser instalados a partir de hoje nas praias algarvias.

"Na próxima semana tomo a decisão se levo a Conselho de Ministros a proposta de legislação", revelou. Todavia, sublinhou que acredita mais na "sensibilização das pessoas", do que em medidas penalizadoras para os utentes das praias.

Hoje foi colocada uma nova sinalética na praia de S. Rafael a alertar para a faixa de perigo de desmoronamento naquele areal.

Apesar disse, havia alguns utentes mesmo debaixo de um leixão (penedo) de cerca de 10 metros de altura e que estava assinalado como faixa de risco.

"Não tenho medo. Esta rocha parece-me extremamente sólida", disse à Lusa Maria do Céu Tavares, uma veraneante que vem "há 14 anos para S. Rafael".

Questionada pelos jornalistas sobre se os avisos colocados nas praias seriam suficientes para prevenir acidentes, a ministra do Ambiente observou que "é importante que o cidadão colabore e perceba o perigo das arribas".

"A penalização não é a solução do problema", realçou Dulce Pássaro, reiterando que "poderá ser produtivo legislar no sentido da penalização por não se respeitar a sinalética.

A próxima derrocada controlada está agendada para este mês na praia dos Beijinhos, em Lagoa, adiantou à Lusa fonte do Ministério do Ambiente.

Depois de assistir à derrocada das arribas na praia de São Rafael e ter apresentado a sinalética de alerta que será colocada na entrada das várias praias do sul do país, a ministra do Ambiente foi inaugurar um percurso na orla costeira do concelho de Lagoa, denominado Sete Vales Suspensos.

Trata-se de um caminho pedonal de 5,6 quilómetros na natureza junto das arribas e grutas naturais localizadas entre a praia de Vale Centianes e a da Marinha, com painéis informativos sobre avifauna, flora ou ocorrências geológicas.

Medidas de austeridade não vão afectar Polis

Dulce Pássaro disse ainda que as medidas de austeridade anunciadas pelo Governo não vão afectar nem os programas Polis Litoral, nem obras de combate à erosão costeira.

A governante admitiu que vão existir "esforços de contenção" ao nível do funcionamento e contas correntes e que alguns estudos vão ser atrasados, mas afirmou que projectos como os programas Polis Litoral vão "continuar a ser uma prioridade" e não pretende fazer "ajustes".

"Temos previsto gastar em 2010 no litoral 100 milhões de euros e aí não estou à espera de fazer ajustes", declarou Dulce Pássaro, reiterando que algumas das prioridades do seu ministério são o combate à erosão costeira e a requalificação do litoral, nomeadamente das dunas.

Dulce Pássaro acrescentou que vai pedir aos directores gerais dos organismos ligados ao Ministério do Ambiente para fazerem uma relação dos estudos que podem ser atrasados e só depois tomará uma decisão sobre o que de facto vai sofrer com as medidas de austeridade anunciadas pelo Governo de José Sócrates.


Fonte: Público

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Campanha de Poupança de Energia

Mais um bom exemplo de uma empresa no que respeita à poupança de energia!

Mais em http://www.eco.edp.pt/

O mundo tomou consciência de alarmantes e dramáticas realidades.
Acordou para a urgência de mudar radicalmente os comportamentos ambientais.
Acordou para a necessidade de impôr novas regras para a exploração dos recursos naturais.

Ao mesmo tempo, o mundo descobriu também uma nova energia.

Uma energia de mudança.
Feita de opiniões, movimentos cívicos, vontade politica e investimentos feitos a pensar no futuro.
Uma energia capaz de mudar mentalidades.

Tornou-se também claro que a EDP abraçou esta causa muito antes dela se tornar a primeira notícia nos jornais.
Até ao dia de hoje isso viu-se nos investimentos que fizeram da EDP o quarto maior produtor de energia eólica do mundo. Na adopção das medidas estabelecidas no Protocolo de Quioto reduzindo as emissões de Gases com Efeito de Estufa (GEE), que nos vai permitir atingir em 2012 uma redução de 38% face às emissões de 2002. Na aposta clara na produção de energia renovável, que corresponderá a 63% do total de investimento em potencia instalada até 2012.

Estes são os investimentos que preparam a EDP para essas novas exigências e para um futuro encarado com optimismo.

No entanto, o papel da EDP não podia ficar apenas por aqui.

É essencial que a EDP cumpra o seu papel de influência social, que ofereça a sua energia em prol dessa necessária mudança de mentalidades e comportamentos, que ajude na adopção das medidas que vão permitir reduzir o consumo primário de energia.

E é para falar dessa missão que criámos o site ECO.

A EDP tem levado a cabo projectos ao abrigo do Plano de Promoção da Eficiência no Consumo que pretendem envolver as famílias, as empresas, a sociedade em geral e toda a EDP.

A EDP assume-se como o mais activo promotor desta nova atitude social, acelerando o processo de tomada de consciência e de adopção de medidas concretas.


Fonte: EDP

quarta-feira, 12 de maio de 2010

CTT querem ser mais ‘verdes’ e distribuem 300 bicicletas pelos carteiros


No âmbito do observatório da realidade, aqui vai um bom exemplo na ajuda à protecção do ambiente por parte de uma empresa portuguesa.

Para saber mais: http://www.cttconsigo.com/

Os Correios de Portugal (CTT) apresentaram hoje o ‘Projecto Terra’ representativo da nova política de sustentabilidade ambiental da empresa, assente na revitalização do tradicional carteiro de bicicleta através da distribuição de 300 bicicletas eléctricas pelos funcionários.
“Apesar de as emissões de dióxido de carbono do correio recebido por cada português serem inferiores às geradas por duas horas do computador pessoal, as pessoas têm a percepção de que os CTT não são amigos do ambiente por usarmos muito papel pelo que dotamo-nos de novos valores”, disse em conferência de imprensa o administrador Marcos Batista, justificando a nova política ambiental da empresa.

O grande destaque da campanha é a introdução de 300 bicicletas eléctricas nas rotas dos carteiros. “Vamos substituir os motociclos por bicicletas eléctricas e trocar os giros apeados por giros de bicicleta”, afirmou o responsável.

Segundo a empresa, cada bicicleta “permitirá reduzir em 90 por cento a emissão de dióxido de carbono face a um motociclo ou ciclomotor tradicional” enquanto a vantagem para os carteiros que até agora faziam a rota a pé tem a ver com “um ganho médio de uma hora diária”.

Em breve, será também disponibilizado correio verde ecológico, desaparecendo o actual correio verde, o qual consiste em novas embalagens reutilizáveis para o envio de encomendas. O plástico bolha que até agora envolvia os embrulhos mais frágeis é substituído por acolchoamento feito de resíduos de papel.

Os habituais selos são agora produzidos com materiais mais amigos do ambiente.

Com o objectivo de fazer chegar a nova imagem dos CTT aos 10 milhões de clientes, a empresa vai lançar na televisão uma campanha publicitária “filmada com carbono zero”. Os 85 trabalhadores dos CTT que serviram de atores foram transportados para o local da filmagem em transportes públicos e depois em bicicletas, as pedaladas foram usadas para produzir energia que foi guardada num acumulador e depois utilizadas para gerar energia eléctrica e carregar baterias, a água bebida foi recolhida numa fonte e as refeições forma confeccionadas com produtos locais, divulgou a empresa. “Como não há actividades livres de carbono, compensamos com a plantação de árvores na Aldeia da Luz”, afirmou Marcos Batista.

Para além do investimento em práticas mais amigas do ambiente, os CTT continuam a investir em equipamento para a automatização das operações de tratamento de correspondência no valor de 13,4 milhões de euros até 2012. Ainda antes do final do ano, será aberto um novo centro de tratamento de correio no Norte do país, orçado em 10,1 milhões de euros.


Fonte: Público

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Perda de biodiversidade ameaça a existência do Homem


Alerta!
Hoje deparei-me com esta notícia preocupante acerca da perda de biodiversidade no nosso Planeta e os dados são alarmantes: Está em risco o desaparecimento de espécies animais e vegetais bem como de reservas de água!
Cabe-nos a nós agir para tentar inverter, ou pelo menos, parar esta situação! Está nas nossas mãos a subsistência da vida no nosso Planeta. Lutemos por ele!

A existência humana tal como a conhecemos hoje está em risco. Quem o diz é a ONU no terceiro estudo, Perspectiva Mundial Sobre a Biodiversidade, apresentado hoje em Nairobi, no Quénia. As metas para salvar o planeta estabelecidas até 2010 não foram cumpridas o que põe em causa a obtenção de recursos básicos como a água e alimentos.
“Construímos a ilusão de que, de alguma maneira, podemos manter-nos sem a biodiversidade ou ainda que esta é secundária no mundo moderno. A realidade é que precisamos mais do que nunca num planeta de seis mil milhões de pessoas que serão nove mil milhões em 2050”, disse Achim Steiner, director executivo do Programa da ONU para o Meio Ambiente.
Os números do relatório da ONU mostram a realidade. De 1970 a 2006, desapareceu quase um terço dos animais vertebrados. O estudo alerta ainda para as reservas de água doce e para o desaparecimento das espécies vegetais.

Para que o planeta seja salvo a ONU deixa o recado aos governo de todo o mundo: "para um planeta saudável e um futuro sustentável da Humanidade, necessitamos de uma nova visão da biodiversidade."

O estudo teve como base 110 relatório nacionais e cenários futuros para a biodiversidade. Segundo o estudo há cinco causas mais directas para a perda de biodiversidade: alterações nos habitats, sobre-exploração, poluição, impacto de espécies invasoras e mudanças climáticas. Em todas elas a ONU verificou que manteve-se ou aumentou a sua intensidade.


Fonte: i

sábado, 8 de maio de 2010

Luz verde para túnel no Parque da Cidade

Aqui fica uma notícia sobre a expansão do Metro do Porto e que demonstra como a "evolução dos tempos" acaba por afectar realmente a Natureza: Um dos grandes espaços verdes da cidade do Porto, o Parque da Cidade, vai ser atravessado por um túnel para a passagem do Metro! A verdade é que se trata pelo menos de uma alternativa ao trânsito automóvel e é, por isso, um meio menos poluente. É caso para dizer que "não há bela sem senão..."


A Linha do Campo Alegre vai receber a declaração de impacto ambiental favorável nos próximos dias. A Metro do Porto já respondeu afirmativamente à principal exigência da Agência Portuguesa do Ambiente: a linha tem de ser enterrada no Parque da Cidade.

A Câmara do Porto já tinha informado a empresa que queria o metro em túnel no Parque da Cidade. Há cerca de 15 dias, foi a vez da Agência Portuguesa do Ambiente informar a Metro que condicionaria o seu parecer favorável ao estudo de impacto ambiental ao enterramento da linha. Uma decisão que chegou à empresa através de uma missiva da Secretaria de Estado do Ambiente. Anteontem, a Metro respondeu afirmativamente, pelo que espera, nos próximos dias, receber a declaração de impacto ambiental da ligação entre Matosinhos Sul e o Campo Alegre (Porto).

Com este procedimento, já não será necessário fazer um novo estudo de impacto ambiental do projecto, conforme temia a empresa, o que poderia atrasar, ainda mais, a segunda fase da rede.

Conforme o JN noticiou, o estudo de impacto ambiental da Linha do Campo Alegre previa apenas a circulação das composições à superfície no Parque da Cidade. Na altura, a Metro do Porto justificou-se: era preciso avançar com o estudo, sob pena do processo arrastar-se indefinidamente. Mas sempre salvaguardou que, caso a Câmara assim entendesse, a solução em túnel seria implementada.

Já depois de concluído o período de discussão pública do estudo de impacto ambiental, a Câmara do Porto informou que, de facto, determinava que o metro passasse enterrado no Parque da Cidade. A própria Metro do Porto entendeu, então, que seria necessário avançar com novo estudo de impacto ambiental e nova consulta pública, o que arrastaria o processo mais alguns meses.

A decisão da Agência Portuguesa do Ambiente vem permitir ultrapassar a situação, uma vez que, segundo o Estado, será possível passar imediatamente a declaração de impacto ambiental, desde que o projecto seja alterado para colocar o metro em túnel no Parque da Cidade.

A solução foi recebida com agrado na Metro, uma vez que permite poupar muitos meses e não agravar o atraso do concurso para a segunda fase, na qual se inclui a Linha do Campo Alegre.

A Agência do Ambiente rejeitou a passagem do metro à superfície, tendo em conta que os impactos seriam bastante mais significativos. Além da imposição do enterramento, a declaração favorável condicionada impõe que a Metro do Porto estipule medidas de minimização dos incómodos da empreitada.

Rua de Brito Capelo

A linha de metro também vai ser enterrada na Rua de Brito Capelo, em Matosinhos. Segundo o estudo de impacto ambiental, divulgado pelo JN no início deste ano, as composições arrancam à superfície naquela artéria (aproveitando a linha já existente), entrando no subsolo na estação Matosinhos-Sul, situada na Avenida da República. Seguem, depois, em túnel, rumo ao Porto, cruzando a Praça Cidade S. Salvador (rotunda da Anémona) em direcção ao Parque da Cidade.


Fonte: JN

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Governo quer preservar qualidade da água do rio Tejo

O movimento proTejo obteve hoje a garantia do Ministério do Ambiente de que o Governo está a tomar medidas para preservar a qualidade da água da bacia hidrográfica do rio Tejo.
A delegação do movimento criado em 2009, que congrega 600 entidades, entre cidadãos, associações e autarquias, esteve hoje reunida com o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, com o intuito de discutir algumas questões relacionadas com a política de transvases em Espanha e com a elaboração dos planos de gestão da região hidrográfica do Tejo, que deverão estar concluídos até final de 2010.
«O Governo mostrou-se sensibilizado com as nossas preocupações e foi-nos informado que estão já a ser resolvidas algumas questões, como o projecto da cultura avieira e a monitorização da qualidade da água», disse Paulo Constantino, porta-voz do movimento, no final da reunião com o secretário de Estado.
O movimento proTejo tem defendido a definição de um regime de caudais em toda a bacia do Tejo e alertado para as consequências da poluição agrícola, industrial e nuclear na qualidade da água.
«Depois desta reunião vamos ficar atentos aos desenvolvimentos e garantir que o Tejo será cuidado e que no futuro haverá alguma navegabilidade, para que as pessoas possam apreciar o rio enquanto património natural», atestou.
No domingo a associação proTejo promove a iniciativa «Vogar contra a indiferença», em que cerca de uma centena de pessoas vai descer o Tejo em canoas desde a barragem de Cedilho até Vila Velha de Ródão com o intuito de chamar a atenção para os problemas do rio.

Fonte: Lusa / SOL